SÉRIE VÍCIOS MODERNOS: ‘Versatilidade’ e os modismos das drogas atuais – A nova face de um velho perigo!
novembro 14th, 2009, por admin

Drogas ilícitas não são novidades para ninguém. Compostos químicos em sua maioria das vezes, tais substâncias não são permitidas por lei e agridem seus usuários, causando transtornos físicos e psicológicos. Cocaína, crack e maconha já são nomes conhecidos dos noticiários policiais. Infelizmente essas e muitas outras substâncias se ‘reinventam’ aumentando ainda mais o leque de possibilidades para um consumo perigoso.


Fotos: Os jovens usam e abusam das drogas nas baladas, em especial nas festas raves.
“Existem maneiras diferentes de usarem as drogas”, afirma Dra. Bagnólia Araújo da Silva, professora Adjunto do Departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal da Paraíba e pesquisadora de Farmacologia de Produtos Naturais. Bagnólia exemplifica com o conhecido coquetel ‘boa noite cinderela’. “Antes era comum o ‘boa noite cinderela’ ser coloca em bebidas, mas hoje devido ao alerta criado em cima disso as pessoas colocam as substâncias formadoras do coquetel em trufas e em chicletes que tem conteúdo líquido”, explica.
A estudiosa no assunto também destaca a questão dos modismos: “As drogas que estão mais na ‘moda’ agora são o Crystal meth ou Ice (metanfetamina), o Ecstasy e o Ketamina (conhecida como Special K)”. A ketamina, que é um anestésico de uso veterinário para cavalos, passou a frente da cocaína como substância mais procurada pelos britânicos. Por ser uma droga versátil – podendo ser fumada, ingerida, injetada ou inalada – e ser mais barato do que a cocaína, o uso do Special K mostrou um crescimento de 10% entre os anos de 2006 e 2007 de acordo com o Departamento de Crimes no Reino Unido. Os números impressionam pois a cifra passou de 60 mil usuários entre os anos de 1998 e 2000 para já em 2008 atingir 113 mil.
A ketamina assim como outras substâncias podem ser enquadradas como ‘drogas de abuso’, que são compostos naturais ou artificiais utilizadas fora de seu propósito para o uso recreativo. “Muitas vezes, a criatividade humana fala mais alto e as pessoas descobrem substâncias psicoativas em lugares inusitados”, comenta Elson da Silva Lima, professor e pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O especialista também adverte que produtos que contenham solvente em sua composição são facilmente usados por crianças e adolescentes como ‘drogas de abuso’.
Exemplos disso são os esmaltes de unhas, cola de carpete, combustível para avião de aeromodelismo e fluido para limpar máquina de escrever. “Além de conterem solventes, os quatro produtos têm em comum a capacidade de, se inalados em altas doses causam tontura, náusea, vômito, desmaio, perda de consciência e morte por depressão respiratória”, afirma Dra. Bagnólia.
Uma droga que dobrou o número de seus usuários no Brasil foi a anfetamina, estimulante que além de provocar perda de sono diminui o apetite. Devido a seus efeitos a anfetamina encontra seu público também em jovens universitários que, tendo que estudar pela madrugada, usam e abusam da substância para permanecerem acordados durante a noite. Juntamente com o Ecstasy, a anfetamina é comumente utilizada em festas raves pois estimula o organismo, dando maior disposição ao usuário.
Infelizmente podemos perceber que o mundo das drogas não se restringe aqueles velhos narcóticos noticiados sempre nos jornais como maconha, cocaína, crack, ou heroína. Essa realidade de abuso de substâncias, dependência e conseqüências maléficas ao corpo está mais próximo do que imaginamos. A ‘versatilidade’ desses compostos químicos e os modismos do uso por tais produtos é que mais nos assusta.
- ESPECIAL -
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A história acima é cada vez mais fácil de escutar numa conversa entre amigos ou amigas. Não importa de onde parta o convite – se é do time masculino ou do feminino -, o que acontece de fato é que a geração atual não abandonou o hábito do sexo casual, aquele que não tem sentimento em jogo ou que não vise um relacionamento mais sério como o namoro.



Na correria do dia-a-dia e nas pressões constantes que sofremos em nossos trabalhos, escolas ou faculdades, o hábito de escutar música para relaxar pode ser um santo – e acessível – remédio para aliviar as tensões. A tecnologia faz sua parte e ajuda trazendo esses dispositivos pequenos, mas onde cabem discográficas e álbuns completos de nossos artistas e grupos musicais prediletos. É comum se deixar levar pelas melodias e letras das canções e aumentar ‘inofensivamente’ o volume do mp3 player. Entretanto, como aconselhou a Comissária Européia para Assuntos dos Consumidores, Meglena Kuneva (foto à direita), se você quer continuar escutando músicas durante os próximos 20 ou 30 anos, é melhor abaixar o volume das músicas que você escuta hoje.


O vício pelo trabalho pode existir em qualquer profissão, mas torna-se mais comum em carreiras mais concorridas. Os workaholics acabam se preocupando muito mais com a sua agenda profissional do dia seguinte do que com seus amigos ou família, não se importando com questões pessoais. Os viciados possuem um medo muito grande do fracasso, desejando realizar todas as atividades de maneira impecável. Com isso, a cobrança e a pressão tornam-se tão grandes que acabam prejudicando a mente dessas pessoas, gerando problemas como insônia, mau-humor e desconforto.

A incansável busca pela perfeição estética não para por aí. Hoje em dia, salões de beleza e os chamados SPA’s estão sendo procurados por pessoas de diversas faixas etárias e classes sociais. Por outro lado, aqueles que não têm acesso a essas clínicas de beleza e aos caros cosméticos passam a consumir as chamadas receitas caseiras. Muitas delas não vão além do mito e nem sempre fazem bem à saúde.

Outros medicamentos amplamente utilizados e viciantes são os milagrosos remédios para emagrecimento. Além de prometerem resultados impossíveis (“emagreça assistindo televisão!”; “perca peso em duas semanas sem a prática de exercícios físicos!”), fazem vários dependentes, como a secretária M.B*. “Comecei tomando milk shakes dietéticos, achando algo inicialmente saudável. Porém, com o passar dos anos, acabei partindo para comprimidos e remédios fortes, tudo para emagrecer”, confessa. Com a vontade de emagrecer rápido e sem esforço, muitos preferem gastar dinheiro com remédios que, além de não surtirem o efeito desejado, prejudicam a saúde.


Marina Menezes, estudante, confessa ser viciada em vários sites da rede, especialmente o Orkut. “Não consigo ficar um dia sequer sem entrar, seja para ver um recado novo ou para colocar uma foto. Geralmente entro várias vezes por dia; é algo que já se tornou essencial em minha vida”, ressalta.





Magros, gordinhos, esbeltos. Com certeza todas essas pessoas ou, pelo menos, a maioria delas, concordam com uma frase: comer é bom, muito bom. O doce seduz ainda mais. Se for chocolate, então, perfeito! Quem nunca descontou a raiva de uma desilusão amorosa ou de um dia frustrante no trabalho em uma inofensiva barrinha de chocolate? Se essa delícia te causa um maravilhoso alívio e se você possui sintomas depressivos quando fica muito tempo sem ela, seja bem-vindo (a) ao clube dos chocólatras!


Leonardo Platt, 18 anos, é estudante e toma café desde criança. Apesar de não se considerar um dependente químico da substância, chega a tomar até cinco vezes ao dia. “A sensação ao se beber um gole de café é como comer algo muito saboroso. Tomo não só pelo prazer, mas também para melhorar minha atenção e ficar acordado”, ressalta. Leonardo sente muita falta caso não tome a bebida por um dia, chegando a ter dores de cabeça e bastante ansiedade.