MAIS BOSSA NOVA – 50 ANOS: As parcerias de um Tom.
novembro 18th, 2008, por admin

Por Vitor Nicolau
Antônio Carlos Jobim, ou somente Tom Jobim, foi uma das peças fundamentais para a criação e consolidação da Bossa Nova brasileira como ritmo mundial. Natural do Rio de Janeiro, o compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violinista é considerado o maior expoente da música brasileira.
Tom Jobim (fotos) é um dos nomes que melhor representa a música brasileira, mas ele está longe de ser um compositor solitário. As parcerias com cantores nacionais e internacionais é uma de suas principais
características.
Além de sua eterna dupla com Vinicius de Moraes, Tom teve outros grandes parceiros, como Chico Buarque, Newton Mendonça e até Frank Sinatra.
O Maestro Tom Jobim chegou a pensar em trabalhar como Arquiteto e arrumou um emprego dentro de um escritório, mas desistiu e tornou-se pianista, tocando em bares e boates de Copacabana no início dos anos 1950.
A genialidade do compositor, inexplicavelmente, é muito mais reconhecida no exterior do que no Brasil. Lá fora, o gosto pela beleza, melodia e letra das canções de Tom Jobim encanta os críticos e fascina multidões.
Tom foi um dos destaques do Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall, em Nova York, nos Esatados Unidos, em 1962, e chegou a gravar com Frank Sinatra em 67. E foi em Nova York, sua segunda casa, que Tom viveu até falecer em 1994.
Foi de sua parceria com Vinícius de Mprque surgiu a música brasileira mais conhecida no exterior, a “Garota de Ipanema”. O Compositor produziu uma quantidade de clássicos incríveis, como Samba do Avião, Só Danço Samba (com Vinícius), Ela é Carioca (com Vinícius), O Morro Não Tem Vez, Inútil Paisagem (com Aloysio) e Vivo Sonhando.
Tom Jobim é um dos personagens que mais faz falta na comemoração dos 50 anos da Bossa Nova. Suas composições sublimes deixaram saudades, mas uma certeza, de que depois de Tom, a música brasileira nunca mais foi à mesma.
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Considerado um gênio por todos, João tinha uma personalidade extremamente perfeccionista, chegando a desistir de um show em cima da hora apenas porque o som não estava bom. Ganhou fama de reclamão e foi vaiado em um show no Credicard Hall (1999) por reclamar tanto do som
A boemia carioca, do final da década de 1950, testemunhou alvoroçada a criação da Bossa Nova. Introduzida pelo jeito único de tocar do baiano João Gilberto, o ritmo encantou Tom Jobim (foto) e Vinícius de Moraes que ofereceram a João a composição “Chega de Saudade”. Assim, em 1958, nascia a Bossa Nova.