MUNDO JOVEM: O primeiro voto e a importância do eleitorado jovem.
outubro 1st, 2010, por admin

por VICTOR SOUZA
O dia 3 de outubro se aproxima e, por mais que possa soar chato e entediante para muita gente, não há como escapar do assunto mais discutido, analisado, destrinchado e remoído do momento. A euforia da Copa do Mundo da África do Sul já passou e a sociedade brasileira presencia a efervescência de novas eleições presidenciais. Em 2010, os cidadãos do país irão mais uma vez às urnas eleger seus representantes nos cargos de presidente e vice-presidente da República, governadores das unidades federativas, senadores e deputados estaduais e federais.

Mas enquanto alguns brasileiros respiram a expectativa do processo eleitoral, acompanhando as últimas pesquisas de intenções de voto, os debates de propostas de governo e as notícias mais quentes sobre o fermentado cenário político nacional, outros muitos parecem alheios à vivência de mais um capítulo da democracia representativa no Brasil. E os jovens consistem numa parte significativa dessa porção da sociedade. Talvez acostumados a relacionar política a algo complexo e sujo que só os adultos – e às vezes nem eles – entendem, preferem deixar para ingressar no mundo da cidadania política só quando for inevitável, ou seja, aos 18 anos, idade a partir da qual o sufrágio é obrigatório no país. Assim, os adolescentes perdem a força e a influência política que lhes havia sido permitida em 1989, com a instituição do voto facultativo aos 16 anos.
De acordo com dados divulgados recentemente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela primeira vez desde 1998 o número de eleitores brasileiros de 16 e 17 anos apresentou redução – no dia 3 de outubro, estarão aptos a votar 2,39 milhões de jovens nessa faixa etária, número quase 7% a menos que aquele registrado na última eleição presidencial, em 2006, da qual participaram 2,55 milhões de cidadãos brasileiros dessa idade.
O assessor da Corregedoria Geral do TSE, Sérgio Cardoso, revelou que nos últimos quatro anos a Justiça Eleitoral tem apostado na publicidade para aumentar o eleitorado jovem e estimular os adolescentes brasileiros a participar das eleições quanto mais cedo puderem. Parte dessa iniciativa de conscientização dos jovens é o lançamento da “Cartilha do Jovem Eleitor”, que apresenta pedagogicamente o funcionamento do sistema político-eleitoral brasileiro, voltada em especial para aqueles que exercerão seu primeiro voto. A cartilha, que esmiuça temas como a estrutura da Justiça Eleitoral e a diplomação dos eleitos, está disponível para download neste site. Suas impressão e utilização são livres, contanto que o TRE-SP seja creditado.
“O que falta aos jovens da minha idade”, diz Paulo Henrique Figueira, de 17 anos, “é a vontade de se inserir politicamente na democracia brasileira”. Para o estudante do 3º ano colegial, natural de Belo Horizonte (MG) e eleitor de Itu (SP), muitos adolescentes brasileiros “ainda carregam uma mentalidade alienada, desligada dos eventos políticos que movem o Brasil e o mundo, e bastante preguiçosa e acomodada”. “Milhares de brasileiros, e não apenas adolescentes, esperam que os outros resolvam os problemas por eles. Confiam nos votos dos amigos, dos pais e de outras pessoas que tenham mais saco pra política, eximindo qualquer influência de seu senso crítico no futuro do Brasil”, pondera Paulo Henrique, para o qual política “é coisa séria, mas não precisa ser chata”.

“O humor corrosivo e a crítica contundente de charges de jornais e programas como o ‘CQC – Custe o Que Custar’ contribuem para despertar o interesse da juventude pela política”, avalia a jornalista Natalyn Albuquerque, de 22 anos. Cidadã de Niterói (RJ), Natalyn se diz “politizada” e revela ter tirado seu título de eleitor aos 16 anos. Esta será a segunda vez que ela votará em eleições presidenciais, já tendo participado do processo eleitoral de 2006. “As denúncias de corrupção e abuso de poder no governo desestimulam qualquer um, mas não podemos reclamar de braços cruzados; essa é a hora em que podemos fazer algo”, continua Natalyn. “O jovem não pode subestimar o poder de mudar o país em que ele, seus filhos e netos viverão nas próximas décadas. O voto é o caminho para isso”, defende.
O estudante Maurício Liebig, por exemplo, não perdeu tempo: aos 16 anos, se orgulha em participar do processo eleitoral de outubro. Eleitor de Campina Grande (PB), ele justifica como maior estímulo para tirar seu título o desejo de “poder exercer a cidadania o mais cedo possível, querer que seus direitos sejam exercidos desde o começo”. Maurício entende que o cenário político nacional tem uma imagem negativa para a maioria dos adolescentes, que “cresceu vendo várias CPIs, mensalão e desvio de recursos”, mas não deixa de nutrir esperança em dias melhores para a sociedade brasileira. “O voto é uma herança que tem de ser valorizada”, prega Natalyn. “Os jovens brasileiros tem de deixar de ser conformistas e se preparar para a responsabilidade de ajudar a administrar o país desde cedo, do contrário vão se tornar adultos alienados”, afirma a jornalista.
Está chegando a hora. Neste domingo (03), 135,804,433 brasileiros aptos a votar devem aparecer às urnas e ajudar a escrever um novo capítulo da história política do país. Entre eles, jovens de todas as regiões, com planos e sonhos, sintetizam em seu desejo por mudança a semente de um Brasil mais ativo e menos preguiçoso, mais solidário e menos egoísta, mais justo e menos corrupto.



A estudiosa no assunto também destaca a questão dos modismos: “As drogas que estão mais na ‘moda’ agora são o Crystal meth ou Ice (metanfetamina), o Ecstasy e o Ketamina (conhecida como Special K)”. A ketamina, que é um anestésico de uso veterinário para cavalos, passou a frente da cocaína como substância mais procurada pelos britânicos. Por ser uma droga versátil – podendo ser fumada, ingerida, injetada ou inalada – e ser mais barato do que a cocaína, o uso do Special K mostrou um crescimento de 10% entre os anos de 2006 e 2007 de acordo com o Departamento de Crimes no Reino Unido. Os números impressionam pois a cifra passou de 60 mil usuários entre os anos de 1998 e 2000 para já em 2008 atingir 113 mil.
Uma droga que dobrou o número de seus usuários no Brasil foi a anfetamina, estimulante que além de provocar perda de sono diminui o apetite. Devido a seus efeitos a anfetamina encontra seu público também em jovens universitários que, tendo que estudar pela madrugada, usam e abusam da substância para permanecerem acordados durante a noite. Juntamente com o Ecstasy, a anfetamina é comumente utilizada em festas raves pois estimula o organismo, dando maior disposição ao usuário.
A história acima é cada vez mais fácil de escutar numa conversa entre amigos ou amigas. Não importa de onde parta o convite – se é do time masculino ou do feminino -, o que acontece de fato é que a geração atual não abandonou o hábito do sexo casual, aquele que não tem sentimento em jogo ou que não vise um relacionamento mais sério como o namoro.



Na correria do dia-a-dia e nas pressões constantes que sofremos em nossos trabalhos, escolas ou faculdades, o hábito de escutar música para relaxar pode ser um santo – e acessível – remédio para aliviar as tensões. A tecnologia faz sua parte e ajuda trazendo esses dispositivos pequenos, mas onde cabem discográficas e álbuns completos de nossos artistas e grupos musicais prediletos. É comum se deixar levar pelas melodias e letras das canções e aumentar ‘inofensivamente’ o volume do mp3 player. Entretanto, como aconselhou a Comissária Européia para Assuntos dos Consumidores, Meglena Kuneva (foto à direita), se você quer continuar escutando músicas durante os próximos 20 ou 30 anos, é melhor abaixar o volume das músicas que você escuta hoje.


O vício pelo trabalho pode existir em qualquer profissão, mas torna-se mais comum em carreiras mais concorridas. Os workaholics acabam se preocupando muito mais com a sua agenda profissional do dia seguinte do que com seus amigos ou família, não se importando com questões pessoais. Os viciados possuem um medo muito grande do fracasso, desejando realizar todas as atividades de maneira impecável. Com isso, a cobrança e a pressão tornam-se tão grandes que acabam prejudicando a mente dessas pessoas, gerando problemas como insônia, mau-humor e desconforto.

A incansável busca pela perfeição estética não para por aí. Hoje em dia, salões de beleza e os chamados SPA’s estão sendo procurados por pessoas de diversas faixas etárias e classes sociais. Por outro lado, aqueles que não têm acesso a essas clínicas de beleza e aos caros cosméticos passam a consumir as chamadas receitas caseiras. Muitas delas não vão além do mito e nem sempre fazem bem à saúde.

Outros medicamentos amplamente utilizados e viciantes são os milagrosos remédios para emagrecimento. Além de prometerem resultados impossíveis (“emagreça assistindo televisão!”; “perca peso em duas semanas sem a prática de exercícios físicos!”), fazem vários dependentes, como a secretária M.B*. “Comecei tomando milk shakes dietéticos, achando algo inicialmente saudável. Porém, com o passar dos anos, acabei partindo para comprimidos e remédios fortes, tudo para emagrecer”, confessa. Com a vontade de emagrecer rápido e sem esforço, muitos preferem gastar dinheiro com remédios que, além de não surtirem o efeito desejado, prejudicam a saúde.


Marina Menezes, estudante, confessa ser viciada em vários sites da rede, especialmente o Orkut. “Não consigo ficar um dia sequer sem entrar, seja para ver um recado novo ou para colocar uma foto. Geralmente entro várias vezes por dia; é algo que já se tornou essencial em minha vida”, ressalta.





Magros, gordinhos, esbeltos. Com certeza todas essas pessoas ou, pelo menos, a maioria delas, concordam com uma frase: comer é bom, muito bom. O doce seduz ainda mais. Se for chocolate, então, perfeito! Quem nunca descontou a raiva de uma desilusão amorosa ou de um dia frustrante no trabalho em uma inofensiva barrinha de chocolate? Se essa delícia te causa um maravilhoso alívio e se você possui sintomas depressivos quando fica muito tempo sem ela, seja bem-vindo (a) ao clube dos chocólatras!


Leonardo Platt, 18 anos, é estudante e toma café desde criança. Apesar de não se considerar um dependente químico da substância, chega a tomar até cinco vezes ao dia. “A sensação ao se beber um gole de café é como comer algo muito saboroso. Tomo não só pelo prazer, mas também para melhorar minha atenção e ficar acordado”, ressalta. Leonardo sente muita falta caso não tome a bebida por um dia, chegando a ter dores de cabeça e bastante ansiedade.