FÉRIAS MAIS AÇÃO: Exposição sobre a Bossa Nova é destaque na Oca, em São Paulo.
Julho 10th, 2008, por admin
Até o dia 07 de setembro o público que passar por São Paulo não pode deixar de conferir a mostra “A Casa da Bossa é a Oca”. A curadoria da exposição é do videomaker Carlos Nader juntamente com Marcello Dantas.
Você poderá ver a reprodução de 800 metros quadrados da praia carioca de Copacabana, do apartamento de Nara Leão e até um encontro virtual entre nomes como Frank Sinatra e Tom Jobim, juntos num palco real. Tudo isso para levar o visitante a uma vivência imersiva e interativa pelo estilo musical. A Bossa Nova não é mais só do Rio, é também da Oca.
A foto ao lado mostra uma sala dedicada ao poeta e compositor Vinicius de Moraes que integra a exposição da Oca. (Foto: Maria do Carmo/Folha Imagem)
A EXPOSIÇÃO
Uma grande linha do tempo recepciona o público no térreo, onde está também uma seleção de obras de artistas como Lygia Pape, relacionadas ao contexto da época.
No primeiro andar, Tom e Vinicius ganham homenagens especiais, com salas ocupadas por banquinhos de piano, poltronas e exibições de curtas.
O grande destaque fica, porém, para uma imensa projeção do mar no teto do museu, que o público pode contemplar deitado em um sofá, ouvindo clássicos da bossa nova.
Um espaço de silêncio absoluto e sem eco, denominado câmara anecóica, que permite escutar as batidas do próprio coração e o estalar das juntas, também merece atenção. “A idéia é compreender a sensibilidade musical de João Gilberto”, explica Marcelo Dantas.
DESTAQUES
1- Beco das Garrafas
O famoso templo da bossa foi remontado em um palco. Um piano (com um copo de uísque para Vinicius) e um banquinho dividem espaço com imagens holográficas de músicos como Ella Fitzgerald e Frank Sinatra. A cada 15 minutos, eles executam, juntos, “Garota de Ipanema”, graças à tecnologia “eyeliner” (a mesma usada pelo grupo virtual Gorillaz).
2- Praia de Copacabana
A areia e o clássico calçadão preto-e-branco de pedras portuguesas (em formato semicirular) representam a praia de Copacabana (RJ). A montagem ocupa cerca de 800 m2 do subsolo da Oca. Uma iluminação feita nas paredes simula a passagem do dia para a noite.
3- Projeção do Mar
O teto da Oca recebe uma enorme projeção do mar, feita por um projetor de 42 mil lumens, que garante uma potente definição e alto brilho na imagem -um VJ costuma utilizar projetores de, no máximo, 4.000 lumens em apresentações. A imagem pode ser vista no último andar, em um sofá, enquanto uma vitrola executa canções da bossa nova.
4- Vinicius de Moraes
O curta-metragem inédito de Miguel Faria Jr., “Vinicius de Moraes”, com dez minutos de duração, é exibido na parede semiconvexa do museu. Criado especialmente para a exposição, o filme conta com imagens que não entraram no longa “Vinicius”, do mesmo diretor. O som sai de luminárias, dispostas ao lado de 30 poltronas.
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