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DESCOBERTA: Cientistas apresentam crocodilo de 62 milhões de anos.

imgMarço 26th, 2008, por admin

Foram apresentados hoje, dia 26 de março, no Rio de Janeiro, os fósseis de uma nova espécie de crocodiliforme marinho que viveu durante a época Paleocena, há aproximadamente 62 milhões de anos.

Os fósseis foram descobertos na costa de Pernambuco e, segundo a equipe de paleontólogos responsável pelo trabalho, trata-se do registro mais completo do grupo dos dirossaurídeos já encontrado na América do Sul. A mandíbula, o crânio fragmentado, dentes, vértebras e placas ósseas ficarão na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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Uma réplica do bicho (foto), de três metros de comprimento, será exposta no Rio de Janeiro a partir de sexta-feira, dia 28, no Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A espécie de crocodiliforme marinho recebeu o nome Guarini (guerreiro, em tupi) suchus (crocodilo) munizi, homenagem ao paleontólogo Geraldo da Costa Barros Muniz. Ele realizou uma série de pesquisas de fósseis na pedreira de calcário onde ocorreu a descoberta, a mina Poty, ao norte do Recife, que é explorada comercialmente por mineradoras desde a década de 1940.

O estudo foi publicado na revista científica inglesa Proceedings of the Royal Society B. “É difícil conseguir publicar (na revista). As críticas deles são severas, draconianas” disse Alexander Kellner, do Museu Nacional, que participou da apresentação, ao lado de José Antonio Barbosa, da UFPE, e de Maria Somália Sales Viana, da Universidade Federal Vale do Acaraú, no Ceará. Barbosa fazia um trabalho de campo quando encontrou “por acaso” o fóssil do crânio, em 2002. Ele contou que o material “quase virou cimento”. As escavações da mineradora foram interrompidas e os paleontólogos acharam as outras partes do crocodiliforme.

“A cauda achatada lateralmente e alta, por causa das vértebras, mais longa, virava uma espécie de remo. Era um predador que atingia alta velocidade” disse Barbosa. Segundo o pesquisador, acredita-se que os dirossaurídeos, que surgiram há aproximadamente 70 milhões de anos, foram extintos há cerca de 50 milhões de anos por tubarões, “que desde o Paleozóico nunca saíram de cena”.

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